A “BÍBLIA” DOS VINHOS PORTUGUESES

Os vinhos portugueses são o resultado de uma sucessão de tradições introduzidas em Portugal pelas diversas civilizações que aí se sucederam, como os fenícios, cartagineses, gregos e, acima de tudo os romanos.

0 - Vinhos do Alentejo.jpg

A exportação dos vinhos portugueses iniciou-se para Roma durante o Império Romano. A exportaçoes modernas desenvolveram-se com o comércio para o Reino Unido, após a assinatura do Tratado de Methuen, também referido como Tratado dos Panos e Vinhos, assinado entre a Grã-Bretanha e Portugal, em 1703.

Portugal tem o mais antigo sistema de apelação do mundo, a região demarcada do Douro. Esta região, entre outras, como a dos vinhos Verdes, produzem alguns dos vinhos mais requintados, exclusivos e valorizados do mundo.

1-Castas Portuguesas

1-castas-portuguesasO termo casta tem a sua origem no latim significando pura, sem misturas. A casta é uma característica comum de um conjunto de videiras provenientes de uma ou várias plantas morfologicamente semelhantes. Ou seja, no que respeita à videira, a espécie é sempre a mesma, vitis vinífera, a variedade é que difere.

Em todo o mundo existem entre dez a vinte mil castas, no entanto, destas apenas cerca de quinhentas foram isoladas, cultivadas e reproduzidas pelo Homem.

2-Como escolher um vinho

2-como-escolher-um-vinhoNunca nos podemos esquecer, que a harmonia entre vinho e comida é parte obrigatória do prazer de estar à mesa.

Em termos gastronómico, o vinho é importante na cozinha, não apenas por ser parte integrante da refeição, mas também por ser um agente que realça os sabores da boa comida.

3-Como ler um rotulo dos vinhos

O rótulo é o bilhete de identidade de um vinho.

3-como-ler-um-rotulo

O rótulo dos produtos alimentares em geral, e dos vinhos, em particular, é, ou deveria ser, o seu bilhete de identidade. Deve fornecer ao consumidor elementos que lhe permitam conhecer as características do que está a comprar ou beber, bem como outras informações úteis (de onde vem, como conservá-lo, qual a melhor temperatura de serviço, etc).

Portugal possui duas regiões produtoras de vinho protegidas pela UNESCO como património mundial: a Região Vinhateira do Alto Douro, onde se produz o conhecido generoso Vinho do Porto, e a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico.

4-Como provar um vinho

4-como-provar-um-vinhoA degustação, também denominada de exame organoléptico ou prova sensorial, é onde temos a oportunidade descobrir o que o vinho nos faz sentir.

Na prova, estão envolvidos quase todos os nossos sentidos. Quase todos, porque somente o tato não é necessário, todos os outros são. Assim sendo, visão, olfacto e paladar, são ferramentas necessárias para podermos fazer uma correta análise ao nosso vinho.

5-Como servir um vinho

NYX
NYX

O bom serviço implica não só ter bons copos, como também, respeitar o vinho que temos, relativamente à idade, mas, mais importante ainda, conhecer e respeitar as temperaturas a que devemos servi-lo. Uma má temperatura de serviço é, na maioria dos casos, a grande responsável pela má apreciação dos vinhos. Os vinhos apresentam-se na sua plenitude, revelando o melhor dos seus aromas e sabores, quando são servidos com as temperaturas adequadas, em função da sua estrutura e tipo.

6-Descomplicando a degustação

6-descomplicando-a-degustacao

Ela envolve quatro dos cinco sentidos: visão, olfato, tacto e paladar. São três etapas: análise visual, análise olfactiva e análise gustativa (Organoléptica).

A vastíssima quantidade de castas nativas (cerca de 285) permite produzir uma grande diversidade de vinhos com personalidades muito distintas. O guia The Oxford Companion to Wine descreve o país como um verdadeiro “tesouro de castas locais”.

7-Designações de origem dos vinhos

7-designacoes-de-origem-vinhos

Com a entrada de Portugal na União Europeia (na altura CEE), houve a necessidade de se efectuarem certas alterações na designação dos vinhos produzidos.

8-Produzir o vinho

8-produzir-o-vinhoConheça o processo de produção do vinho, passo a passo. 

As uvas são o fruto da videira, Vitis vinífera, espécie botânica pertencente ao género Vitis, cujas inflorescências são os cachos de uvas.

9-Qualidade dos vinhos

9-qualidade-dos-vinhos

A qualidade e carácter único dos seus vinhos fazem de Portugal uma referência entre os principais países produtores, com um lugar destacado e em crescimento, entre os 10 principais produtores, com 4% do mercado mundial (2003). Considerado um produtor tradicional do Velho Mundo, 8% do continente é dedicado à cultura da vinha.

10-Regiões vinivinicolas de Portugal

Descubra cada região, o que a caracteriza e os vinhos que produz.

10-regioes-vinivinicolas-de-portugal

11-Tipos de vinhos

Conheça os vários tipos de vinho e as suas características.

11-tipos-de-vinho

12-Vinho do porto, região do Douro

Região do Douro/Vinho do Porto, Historial

12-vinho-do-porto-regiao-do-douro 12-vinho-do-porto-regiao-do-douro-2

Remonta de tempos imemoriáveis a origem do vinho do Porto. Diz-se que já no tempo dos romanos se fazia vinho no Douro e que centuriões e legionários mitigavam com ele as saudades da pátria Roma.

 

A Denominação de Origem designa vinhos cujas características e individualidade são indissociáveis de uma região determinada, sendo vinhos originários dessa região ou vinhos cujas características se devem essencial ou exclusivamente ao meio geográfico, incluindo os factores naturais e humanos. Para beneficiar de uma Denominação de Origem, o processo de produção do vinho é rigorosamente controlado, desde a vinha até ao consumidor, cumprindo a selecção de castas autorizadas, os métodos de vinificação e as características organolépticas, cabendo às Comissões Vitivinícolas Regionais fazer esse controlo, garantindo a genuinidade dentro das suas regiões demarcadas.

Com a adesão de Portugal à Comunidade Europeia adoptou-se a nomenclatura comunitária, de classificação dos vinhos: VQPRD, Vinho de Qualidade Produzido em Região Determinada. Esta designação reúne todos os vinhos classificados como DOC, Denominação de Origem Controlada e IPR, Indicação de Proveniência Regulamentada. Existe ainda uma nomenclatura própria para os vinhos licorosos e espumantes: VLQPRD – Vinho Licoroso de Qualidade Produzido em Região Determinada; VEQPRD – Vinho Espumante de Qualidade Produzido em Região Determinada; VFQPRD – Vinho Frisante de Qualidade Produzido em Região Determinada.

  • DOC, Denominação de Origem Controlada: Designação atribuída a vinhos de qualidade produzidos em regiões geograficamente limitadas, que cumprem um conjunto de regras que definem as características dos solos, castas autorizadas, práticas de vinificação, teor alcoólico, tempo de estágio, etc. Todas as mais antigas regiões produtoras portuguesas usufruem deste deste estatuto.
  • IPR, Indicação de Proveniência Regulamentada: Designa o vinho que embora gozando de características particulares, terá ainda de cumprir (num período mínimo de 5 anos) todas as regras estabelecidas para poder passar à classificação de DOC.
  • Vinho de Mesa: Os vinhos que não se enquadram nas designações atrás referidas, seja pela combinação de castas, vinificação ou outras características, são considerados vinhos de mesa.
  • Vinho Regional: Classificação dada a vinhos de mesa com indicação da região de origem. São vinhos produzidos na região específica cujo nome adoptam, elaborados com um mínimo de 85% de uvas provenientes da mesma região, de castas autorizadas.

 

Agora que já conhecem um pouco mais, ora bem é começar as provas.

 

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s